(Rodrigues Bomfim)
Ela é tão carente e submissa
Ele tão abstrato e impuro
De noite Ela se esforça pra ser caliente
Ele em fuga vacila bêbado e inseguro
A rotina sempre foi assim...
Ela sempre se esmerando em ser fosforescente e afim
Ele vivendo a margem da estrada que não vai dar em lugar nenhum
Dia e noite de bar em bar bebendo soda com gim
De madrugada Ela tem então uma luminosa solução
Fazer Ele se ligar na relação
Para lhe chamar a atenção impõe-lhe então uma súbita traição
Com seu cunhado...o tímido João
Em seu delirius tremens Ele vê intrigantes estatuas pálidas e nuas
E Ela usando, aos olhos de todos, o seu irmão João
Abrem-se os poros, embaça a retina, queima-lhe o estômago
Seca a saliva sente uma estranha queimação no seu âmago
Três doses de cachaça não são o bastante para espantar tantas incertezas
Que aflora as entranhas da sua contaminada alma
Num impulso primitivo Ele saca da idéia uma furtiva vingança
Escorado no balcão Ele febril sente a face queimar
E tremer os cantos da boca
Ele sente rancor...um amargo sabor
Ele estremece acorda o espírito traído pega o facão
Agora tanto faz o hoje ou o amanhã
Ele agora é um lobo enfurecido diante de treze olhos atônitos ...
Ele vocifera que a honra manchada se lava é com sangue
Assim sem perdão Ele castiga com sete rasgos o seu irmão João
Ela pálida mortificada da cor do seu vestido
Ajoelha e reza pelo moribundo cunhado
João..só ele sente as luzes galvânicas guiando sua partida
Sente a pacifica alma leve..agora salva de qualquer perigo
Tão absoluto é o seu fim
Que o sol transmuda de intensidade
Escurecendo o corpo destituído de vida
Relaxado no eterno pó cinzento
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
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11 comentários:
FELIZ NATAL RODRIGUES, MUITA SAUDE, PAZ, AMOR E PROSPERIDADE PARA VC E TODA SUA FAMILIA.
Bjus ,
Vilma
Belíssimo o teu poema!
Esteticamente perfeito, o tema, genial.
Mas, na vida real, o João não merece um facão. Um João pode ser até a solução.
Além da rima, é claro...
Ontem fiquei pensando nas belas metáforas da mitologia cristã. Hoje escrevi um pouco mais sobre elas.
Abraços, flores, estrelas..
bonito poena parceiro, passando aqui pelo convite no site inesistent, grande abraco...
Rodrigues, velho amigo, estive por dois meses quase ausente da blogosfera por conta de muito trabalho. Nem conhecia ainda o seu novo blog. Fez bem em mudar, o engenho do UOL é muito limitado.
Agradeço-lhe pela companhia durante o ano, além de desejar-lhe um feliz, inspirado e venturoso ano novo.
Um abaço!
amigo querido bom te ver por aqui. Bjus e linda noite de sabado para vc.
"O Ano Novo ainda não tem pecado:
É tão criança...
Vamos embalá-lo...
Vamos todos cantar juntos em seu berço de mãos dadas,
A canção da eterna esperança."
Mário Quintana
Um grande beijo, um lindo dia, uma ótima semana e
um maravilhoso 2009 pra você!
Com o carinho de sempre...Serena.
Olá Bomfim!!
Belo poema, uma realidade bem comum... rs
Estamos felizes em contar com sua amizade no ano que está indo, esperamos continuar contando com vc no ano vindouro!
Que Deus ilumine cada dia desse ano que está chegando,
que possamos estar prontos para mais essa caminhada. Feliz 2009!
Ainda não sabemos o que nos espera,
mas, seja o que for,
não estaremos sozinhos para acolher.
Deus, nosso eterno Pai,
é uma presença constante e gloriosa (diferentemente do que pensa o Caetano, não é?!)
E isso é o bastante para que saibamos que o que quer que venha,
saberemos viver;
Feliz Ano Novo, que ele seja de muito amor, paz, alegrias, vitórias, sucesso e saúde para você e os seus.
Beijos de luz em seu coração
João!
Que profundo! E que...casual!
Olha, um teatro pra se montar, essas suas palavras no poema.
Parabéns!
Lena.
Heheheh, achei show o tema, traição e assassinato, conbinação de sucesso.
Abraço!
Um tema muito instigante e que mexe com a cabeça de todos nos, por envolver sexo, traição e aquela vontade por trás disso tudo de saber o motivo pelo qual o marido deixa sua esposa em casa e sai noite a fora a beber. Muito bom gostei muito. Parabéns.
Evaldo.
http://evmartin.zip.net/
Oi Rodrigues: gostei deste poema, embora triste retrata uma realidade cruel e cada vez mais presente. Como disse Allan Poe, a perversidade é um dos impulsos primitivos do coração humano.
E gostei muito, também, da ‘Frase do Dia’ de Dalai Lama. Li, não lembro onde algo mais ou menos assim: ‘falta-nos amor próprio suficiente para não nos importar com o desprezo dos outros’.
Hoje é o dia da visita aos amigos.
Tais
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