segunda-feira, 24 de junho de 2013

R$ 0,20

R$ 0,20 não compra um café. Não mata a sede. Não mata a fome. Não compra nada. R$ 0,20 não serve para muita coisa. Na maioria dos casos, R$0,20 é aquele troco inconveniente que fica no fundo de bolsos e bolsas, esperando para ser descoberto pelo detector de metal do aeroporto.

Não da para fazer coisa alguma com R$ 0,20. Realmente não dá. Mas aparentemente R$ 0,20 pode fazer muita coisa. Pode ser a fagulha que começa o fogo, que vira incêndio. Depois que o incêndio começa a fagulha já não tem importância. Não se combate incêndio procurando a fagulha. Esta se extinguiu faz tempo.

O mar de gente que inunda a rua não esta interessado em trocar cidadania por centavos. Devolver R$ 0,20 não traz cidadania. Não devolve a dignidade. Não resolve a desilusão. Não traz a esperança.

Não é a situação ruim que embala o protesto. É a constatação que o sofrimento não levará a dias melhores que motiva a ação. É a falta de esperança. É a certeza de que o futuro não será melhor se tudo continuar como está. É a falta de fé nos representantes ou em sua capacidade de estar à altura dos desafios. É a descrença nos representantes pelos representados. Tudo isso leva a população às ruas. E isso não é pouco.

 


Só a volta da esperança traz a paz. Somente aqueles que são ouvidos podem ter ao luxo de parar de gritar. A crise é de esperança. A crise é de representação. Sem que o eleitor se sinta representado pelo eleito, não existe democracia. E, sem democracia, o protesto é o que resta para ser ouvido.

As ruas somente ecoam a necessidade de que o principio básico de que, na democracia, cada um dos eleitos representem os eleitos seja obedecido. As ruas não deveriam gritar para que os cidadãos sejam ouvidos. Sussurros deveriam bastar. Governos não podem ser surdos. Nem cegos. Nem insensíveis.

As ruas somente dizem que o sistema que está ai não funciona mais. Que as regras que governam a politica atual não levam ao aperfeiçoamento da democracia. Que a representatividade não mais existe. Que a politica e o modo de fazê-la precisa de reforma. Urgente.


Com R$ 0,20, se compra um café. Mas, em algumas ocasiões, R$0.20 compram um boa briga.

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Por Elton Simões - Blog do Noblat.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Número de jovens de 15 a 17 anos fora da escola aumentou


Dados do IBGE mostram que políticas públicas para incluir a juventude no sistema educacional fracassam

As políticas de inclusão dos jovens no sistema educacional fracassam. Colocar todos os brasileiros de 15 a 17 anos na escola é o maior desafio a ser superado para que a Emenda Constitucional 59 seja cumprida. A lei determina que, até 2016, todas as crianças adolescentes com idades entre 4 e 17 anos sejam matriculados no sistema educacional. Em vez de voltar à escola, a população jovem tem se afastado ainda mais dela.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a quantidade de adolescentes de 15 a 17 anos longe dos bancos escolares aumentou. Em 2009, 1.479.000 de brasileiros nessa faixa etária não estudavam. Eles representavam 14,8% dessa população. No ano passado, o número de excluídos subiu para 1.722.000 (16,3% dos 10,5 milhões de jovens).


Segundo dados do IBGE, a quantidade de adolescentes longe das salas de aulas aumentou .

Os números representam um revés à tendência observada nos anos anteriores, quando a taxa de escolarização dos jovens melhorava. Apesar de quase a metade estar fora da etapa escolar correta para sua faixa etária, era crescente o número de adolescentes que permaneciam matriculados nas redes de ensino. Em 2008, 84,1% da população entre 15 e 17 anos frequentava os colégios brasileiros. No ano seguinte, a porcentagem subiu para 85,2%. Em 2011, ela caiu para 83,7%.

Dificuldade é maior para os mais pobres

A realidade é ainda mais cruel com os jovens brasileiros que vivem nas famílias mais pobres. Enquanto 81,6% dos que não possuem renda familiar ou recebem até um quarto de salário mínimo per capita estudam, 87,8% dos que ganham um salário mínimo ou mais por pessoa da família estão matriculadas nas redes de ensino. É na Região Sul que a situação dos adolescentes é pior: 17,8% dos brasileiros com idade entre 15 e 17 anos estão fora da escola.
Outro sinal de que a educação para a juventude é falha está na média de anos de estudo da população brasileira. Os adolescentes de 15 a 17 anos possuíam 7,5 anos de estudo, em média, em 2011, enquanto deveriam ter completado, pelo menos, oito anos de estudo do ensino fundamental. A instrução média dos brasileiros não mudou quase nada em dois anos. Em 2009, a população com mais de 10 anos de idade possuía, em média, 7,2 anos de estudo. Em 2011, o número subiu para 7,3.

Em compensação, a quantidade de brasileiros que conseguiu estudar pelo menos 11 anos aumentou de 53 milhões para 58,5 milhões. Porém, no outro extremo, os dados da PNAD voltam a assustar: há 19,2 milhões de pessoas com mais de 10 anos de idade (11% do total) sem instrução e com menos de um ano de estudo.
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As informações são de Priscilla Borges, do iG

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

19,2 milhões de brasileiros têm menos de um ano de estudo


Ensino superior é privilégio de apenas 6,6 milhões de pessoas
 
Os dados revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011 nesta sexta-feira (21) mostram que 19,2 milhões de pessoas (11,5% do total) com mais de dez anos de idade não têm qualquer instrução ou estudaram por menos de um ano. Enquanto isso, apenas 6,6 milhões de brasileiros estão no ensino superior.

As estatísticas também dão conta do analfabetismo funcional, representado por pessoas com 15 anos ou mais que tenham menos de quatro anos de estudo completos. Neste caso, 20,4% dos integrantes dessa faixa etária se encaixam neste perfil. Se comparada com os indicadores de 2009, a marca foi considerada estável.

Mulheres estudam mais

Os números mostraram que a população brasileira de 10 anos ou mais atingiu, no ano em questão, uma média de 7,3 anos de estudo. Dentro deste contexto, as mulheres tiveram a melhor marca, com 7,5 anos de estudo, enquanto os homens ficaram com a média de 7,1.

O melhor resultado ficou com a população de 20 a 24 anos, que registrou média de 9,8 anos de estudo, sendo 10,2 anos na parcela feminina e 9,3 na masculina.

Maioria dos estudantes na rede pública

Em 2011, o Brasil tinha um total de 53,8 milhões de estudantes, sendo que 78,4% deste total (42,2 milhões) estavam na rede pública. Se agrupado por etapas do ensino, o levantamento mostra que, no maternal e jardim de infância, a rede particular responde por 26,5% dos alunos dentro desse universo, ao passo que o nível fundamental e a classe de alfabetização têm 13% e o ensino médio 12,8%. Já no nível superior, há uma inversão dessa realidade, com 6,6 milhões de estudantes (73,2%) na rede privada.

Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Como Relacionar-se Bem Com Colegas de Trabalho


A união faz a força
No dia a dia das empresas sabemos que a convivência não é algo nada fácil, mas o profissional que deseja avançar cada vez mais sabe que conviver bem com seus pares é de suma importância.
Então aqui vão algumas dicas para você que pretende melhorar sua convivência com seus colegas de trabalho:
Trate a todos com educação e respeito.
Jamais critique alguém pelas costas.
Sabe usar as palavras mágicas: com licença, obrigado e desculpa.
Veja em cada colega um colaborador.
Não invada a privacidade de ninguém, respeite o espaço alheio.
Evite a todo custo brincadeiras que possa denegrir a imagem de alguém.
Ajude de coração e não com má vontade.
Seja sempre sorridente e amigável essa é uma forma inteligente de se aproximar melhor das pessoas.
Seguindo as dicas acima você profissional que deseja ter sucesso na empresa em que trabalha, terá melhores condições do que aqueles que apenas reclamam e falam mal de tudo e todos.
Profissionalismo é questão de atitude.
Pense nisso e avance cada vez mais. O sucesso lhe espera. _________________________________________________
Por: Eugênio Sales Queiroz www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dicas para sua casa.

O que fazer para resolver problema com infiltração na laje?


Pelo fato do concreto ser poroso, a maior prevenção para que as infiltrações em lajes não ocorram é impedir que a água chegue na sua superfície diretamente. Logo, as formas de se evitar infiltrações são: efetuando uma impermeabilização da superfície de concreto da laje, de forma que a água possa escoar sem ter contato direto com o concreto ou efetuar a colocação de um telhado acima da laje, impedindo que a água chegue à superfície da laje.
Porém, se a infiltração decorre de um vazamento de tubulação hidráulica, sanitária ou pluvial, o vazamento precisa ser localizado e sanado.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

RIO+20 - A conferência que não oferece compromissos


A sociedade civil seria idiota de acreditar que a conferência da Rio+20 vai trazer soluções eficazes ou que as coisas realmente aconteçam e ou que as autoridades vão cumprir o que disseram. Há muitas críticas ao documento final da Rio+20 que termina sem avanço, sem metas, frustando os participantes e que os reais problemas não foram de fato debatido, o documento oficial da ONU não oferece compromissos a sociedade civil.  

sábado, 26 de maio de 2012

Gente chata!


Tem gente que gosta mesmo é de ouvir a própria voz. Você nem começou a contar uma história e a criatura já sabe tudo que aconteceu, já viveu aquele episódio e, vacilou, conhece o final. Mesmo que a história seja sua e, pela primeira vez, naquele momento, você esteja tendo coragem de falar sobre o assunto. Tem gente que não esconde que não tem o menor interesse em ouvir o outro. Sobre qualquer assunto tem opinião formada, sabe mais que todo mundo e arranja um jeito de discorrer sobre seu conhecimento profundo sobre o caso. Sobre qualquer caso. Se você experimentar mudar de assunto também não escapa dos “conhecimentos” dela.

E qualquer detalhe é motivo para ter que ouvir uma ladainha sem fim sobre alguém que ela conhece. E se você tentar falar sobre alguém que só você conhece também não adianta. Porque a pessoa vai conhecer um sócio, alguém da família, da cidade da pessoa, da profissão e vai explicar tudo para você. Porque só ela detém o conhecimento e a verdade. E, claro, tem sempre razão. Sobre a discussão com o síndico, sobre o remédio que seu médico receitou, sobre sua maneira de conduzir sua vida, sobre a educação dos seus filhos. Ela sabe mais, tem mais experiência, mesmo que nunca tenho morado em prédios, mesmo que não tenha filhos. É simplesmente insuportável. E, o pior é que, de repente, estou achando que a quantidade deste tipo de gente aumentou, mas aumentaram num grau, que conversar trocar ideias, coisas que eram deliciosas até outro dia mesmo, está a ponto de virar uma raridade. Eu não sei vocês, mas no meu dia a dia da vida real e no meu email a situação é assustadora. No Facebook, no Twitter, na carta dos leitores dos mais variados jornais, nos sites de notícias da Internet, todo mundo tem opinião formada sobre tudo.

E quase sempre é uma opinião avassaladora, definitiva, sem pudor algum de mostrar seu “conhecimento”. Chega a ser constrangedor. E quem escreve tem certeza absoluta sobre o caráter do outro, a verdade do outro, a história do outro. Não há tréguas. E este tipo de pessoa costuma achar que não tem defeitos, nem comete erros. Sim, porque este tipo de gente é só virtude. Defende os animais, trata de igual para igual os empregados da casa e os prestadores de serviço, paga os impostos em dia, só consome o necessário, nunca usa o cheque especial, respeita o patrimônio e o dinheiro públicos, descarta lixo da maneira correta, não usa sacolas de plástico no supermercado, sempre escova os dentes com a torneira fechada, jamais se esquece de um compromisso, sempre é pontual e também defende as únicas boas causas passíveis de defesa da sociedade contemporânea. Nunca, mas nunca mesmo, comete um deslize por menor que seja. No mundo virtual é mole! Quero encontrar estas criaturas na vida real!

Leda Nagle, colunista do jornal O Dia.