
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER
(Rodrigues Bomfim)
Ela é tão carente e submissa
Ele tão abstrato e impuro
De noite Ela se esforça pra ser caliente
Ele em fuga vacila bêbado e inseguro
A rotina sempre foi assim...
Ela sempre se esmerando em ser fosforescente e afim
Ele vivendo a margem da estrada que não vai dar em lugar nenhum
Dia e noite de bar em bar bebendo soda com gim
De madrugada Ela tem então uma luminosa solução
Fazer Ele se ligar na relação
Para lhe chamar a atenção impõe-lhe então uma súbita traição
Com seu cunhado...o tímido João
Em seu delirius tremens Ele vê intrigantes estatuas pálidas e nuas
E Ela usando, aos olhos de todos, o seu irmão João
Abrem-se os poros, embaça a retina, queima-lhe o estômago
Seca a saliva sente uma estranha queimação no seu âmago
Três doses de cachaça não são o bastante para espantar tantas incertezas
Que aflora as entranhas da sua contaminada alma
Num impulso primitivo Ele saca da idéia uma furtiva vingança
Escorado no balcão Ele febril sente a face queimar
E tremer os cantos da boca
Ele sente rancor...um amargo sabor
Ele estremece acorda o espírito traído pega o facão
Agora tanto faz o hoje ou o amanhã
Ele agora é um lobo enfurecido diante de treze olhos atônitos ...
Ele vocifera que a honra manchada se lava é com sangue
Assim sem perdão Ele castiga com sete rasgos o seu irmão João
Ela pálida mortificada da cor do seu vestido
Ajoelha e reza pelo moribundo cunhado
João..só ele sente as luzes galvânicas guiando sua partida
Sente a pacifica alma leve..agora salva de qualquer perigo
Tão absoluto é o seu fim
Que o sol transmuda de intensidade
Escurecendo o corpo destituído de vida
Relaxado no eterno pó cinzento
Ela é tão carente e submissa
Ele tão abstrato e impuro
De noite Ela se esforça pra ser caliente
Ele em fuga vacila bêbado e inseguro
A rotina sempre foi assim...
Ela sempre se esmerando em ser fosforescente e afim
Ele vivendo a margem da estrada que não vai dar em lugar nenhum
Dia e noite de bar em bar bebendo soda com gim
De madrugada Ela tem então uma luminosa solução
Fazer Ele se ligar na relação
Para lhe chamar a atenção impõe-lhe então uma súbita traição
Com seu cunhado...o tímido João
Em seu delirius tremens Ele vê intrigantes estatuas pálidas e nuas
E Ela usando, aos olhos de todos, o seu irmão João
Abrem-se os poros, embaça a retina, queima-lhe o estômago
Seca a saliva sente uma estranha queimação no seu âmago
Três doses de cachaça não são o bastante para espantar tantas incertezas
Que aflora as entranhas da sua contaminada alma
Num impulso primitivo Ele saca da idéia uma furtiva vingança
Escorado no balcão Ele febril sente a face queimar
E tremer os cantos da boca
Ele sente rancor...um amargo sabor
Ele estremece acorda o espírito traído pega o facão
Agora tanto faz o hoje ou o amanhã
Ele agora é um lobo enfurecido diante de treze olhos atônitos ...
Ele vocifera que a honra manchada se lava é com sangue
Assim sem perdão Ele castiga com sete rasgos o seu irmão João
Ela pálida mortificada da cor do seu vestido
Ajoelha e reza pelo moribundo cunhado
João..só ele sente as luzes galvânicas guiando sua partida
Sente a pacifica alma leve..agora salva de qualquer perigo
Tão absoluto é o seu fim
Que o sol transmuda de intensidade
Escurecendo o corpo destituído de vida
Relaxado no eterno pó cinzento
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A OUTRA
(Rodrigues Bomfim)
E de repente você subjuga-me apaixonadamente
Encavalando-me e deslizando sete cálidos beijos latejantes
Assim... Desses de cinema pornô
Então lhe beijo o ponto central do teu umbigo cheio de mel
Beijo-lhe assim porque você me ameaça com unhas negras agitadas
E a mão esquerda tremendo sobre o meu animal de procriação
Logo te empurro porque hoje minha esposa me encheu o saco...
Mesmo com esses beijos demorados e molhados ainda estou bem irritado
Só desejo Vodka Stolichnaya, ouvir Brook Benton e fumar um baseado.
Tudo isso só para aliviar essa estranha sensação de febre
Que me deixa estranhamente amorfo com a cabeça vazia
Sem saber como me safar dessa perturbadora angústia
Que assola as entranhas da minha indecisa alma traidora
É assim que eu imagino meu mundo nesse instante...
Uma merda que fede sem parar!
Seis meses traindo...Chegando tarde com o pescoço todo marcado
Nesse momento estou sem tesão para transar com você
Pois então, que seja assim meu bem, pela ultima vez.
Deixe-me e amanhã você não me verá nunca mais...
Dessa vez é pra valer... Assim espero!
Deixe-me quieto meu bem!
E não me amole com teus carinhos voluptuosos.
Ardentes desejos matinais e ainda não é nem meio-dia
Vá se vestir e me deixe sozinho com meus problemas caseiros
Finalmente fecho os olhos...Então experimento a escuridão total e
O mofo advindo da bagunça que é a minha vida, a minha rotina pecadora.
A medonha bola de neve que não para de crescer na minha vida afetiva
Então adormeço e tudo desaparece só por algumas horas apenas
Pois daqui a pouco tenho de voltar pra casa
Engendrando mais uma persuasiva mentira
E de repente você subjuga-me apaixonadamente
Encavalando-me e deslizando sete cálidos beijos latejantes
Assim... Desses de cinema pornô
Então lhe beijo o ponto central do teu umbigo cheio de mel
Beijo-lhe assim porque você me ameaça com unhas negras agitadas
E a mão esquerda tremendo sobre o meu animal de procriação
Logo te empurro porque hoje minha esposa me encheu o saco...
Mesmo com esses beijos demorados e molhados ainda estou bem irritado
Só desejo Vodka Stolichnaya, ouvir Brook Benton e fumar um baseado.
Tudo isso só para aliviar essa estranha sensação de febre
Que me deixa estranhamente amorfo com a cabeça vazia
Sem saber como me safar dessa perturbadora angústia
Que assola as entranhas da minha indecisa alma traidora
É assim que eu imagino meu mundo nesse instante...
Uma merda que fede sem parar!
Seis meses traindo...Chegando tarde com o pescoço todo marcado
Nesse momento estou sem tesão para transar com você
Pois então, que seja assim meu bem, pela ultima vez.
Deixe-me e amanhã você não me verá nunca mais...
Dessa vez é pra valer... Assim espero!
Deixe-me quieto meu bem!
E não me amole com teus carinhos voluptuosos.
Ardentes desejos matinais e ainda não é nem meio-dia
Vá se vestir e me deixe sozinho com meus problemas caseiros
Finalmente fecho os olhos...Então experimento a escuridão total e
O mofo advindo da bagunça que é a minha vida, a minha rotina pecadora.
A medonha bola de neve que não para de crescer na minha vida afetiva
Então adormeço e tudo desaparece só por algumas horas apenas
Pois daqui a pouco tenho de voltar pra casa
Engendrando mais uma persuasiva mentira
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
VAZIOS
(Rodrigues Bomfim)
Acordo tonto com os latidos carentes de um cão vira-lata
Abro os olhos de ressaca, mas com os sentimentos em apuros
E não entendo o significado do meu estranho sonho
E nem por quanto tempo adormeci assim
A pouco sonhara com um cão lambendo minha cara enrugada
Era tão real tal sonho, que ainda sentia o cheiro de saliva canina
E o animal imaginário ao meu lado com sua língua trepidante pra fora
Abanando sua magra cauda curta e negra
No escuro me esgueirei bebadamente
Ao virar-me rasguei o supercílio direito
Na quina da porta entreaberta
O sangue escorreu para retina iludindo minha vista embaçada
Nada do dito vira lata! Eu me encontrava solitário e só com a certeza
De que a minha alma à muito anda desbotada e confusa.
Quantas mentiras forjadas apenas para chamar a sua atenção!
E os álibis proferidos certamente satisfizeram os desconfiados
No entanto ainda vivo tomado de duvidas e melancolia
Então esmago uma mosca e declaro consternado:
Simplesmente libertei-a de sua existência,
Era um favor a prestar à ela.
Sim, dou-me conta agora!
Todas as minhas atitudes quase sempre foram imbecis
Se busco o esquecimento dos meus problemas
Porém não sei imaginar um plano de fuga
Como se esse fosse capaz de penetrar
Os poros do meu corpo e os vazios da minha mente,
Provocando uma mudança de sensações libertárias
Na verdade este sonho pode ser
Apontado como mais um mecanismo
De esquiva da minha existência penosa e intratável,
De forma que,
Ao invés de eu sofrer pura e simplesmente,
Eu busco um sofrimento, ritmado, melódico,
Com a certeza de que se é preciso sofrer em compasso.
Sim! É preciso sofrer em compasso lento para expurgar os vícios da alma
Ver-me, portanto, inserido num contexto de humanidade,
Ter que sofrer do mesmo engano que qualquer outro ser humano sofre,
Sem antes porém, acordar e preparar os sentimentos
Ao me deixar-se invadir pela música
Tantas vezes ouvida...
Tantas vezes ouvida...
“Some of These Days” com Louis Armstrong.
Acordo tonto com os latidos carentes de um cão vira-lata
Abro os olhos de ressaca, mas com os sentimentos em apuros
E não entendo o significado do meu estranho sonho
E nem por quanto tempo adormeci assim
A pouco sonhara com um cão lambendo minha cara enrugada
Era tão real tal sonho, que ainda sentia o cheiro de saliva canina
E o animal imaginário ao meu lado com sua língua trepidante pra fora
Abanando sua magra cauda curta e negra
No escuro me esgueirei bebadamente
Ao virar-me rasguei o supercílio direito
Na quina da porta entreaberta
O sangue escorreu para retina iludindo minha vista embaçada
Nada do dito vira lata! Eu me encontrava solitário e só com a certeza
De que a minha alma à muito anda desbotada e confusa.
Quantas mentiras forjadas apenas para chamar a sua atenção!
E os álibis proferidos certamente satisfizeram os desconfiados
No entanto ainda vivo tomado de duvidas e melancolia
Então esmago uma mosca e declaro consternado:
Simplesmente libertei-a de sua existência,
Era um favor a prestar à ela.
Sim, dou-me conta agora!
Todas as minhas atitudes quase sempre foram imbecis
Se busco o esquecimento dos meus problemas
Porém não sei imaginar um plano de fuga
Como se esse fosse capaz de penetrar
Os poros do meu corpo e os vazios da minha mente,
Provocando uma mudança de sensações libertárias
Na verdade este sonho pode ser
Apontado como mais um mecanismo
De esquiva da minha existência penosa e intratável,
De forma que,
Ao invés de eu sofrer pura e simplesmente,
Eu busco um sofrimento, ritmado, melódico,
Com a certeza de que se é preciso sofrer em compasso.
Sim! É preciso sofrer em compasso lento para expurgar os vícios da alma
Ver-me, portanto, inserido num contexto de humanidade,
Ter que sofrer do mesmo engano que qualquer outro ser humano sofre,
Sem antes porém, acordar e preparar os sentimentos
Ao me deixar-se invadir pela música
Tantas vezes ouvida...
Tantas vezes ouvida...
“Some of These Days” com Louis Armstrong.
Assinar:
Postagens (Atom)
