(Rodrigues Bomfim)
Então às 9h20, W., de doze anos,
Demonstra estar desesperado
Para fumar uma “pedra” – como chama a droga crack,
Pois percorria a rua procurando sobras de crack
Pelos cantos das calçadas
E no meio fio.
Como não encontra nada,
Ele pede esmolas nas redondezas.
Às 9h40, volta com a droga e senta
No batente de uma loja para fumá-la.
“Fumo porque dá onda e tira a fome.
Como nem sempre temos dinheiro para comer,
É mais fácil fumar para não sentir a barriga vazia”, diz W.,
Que usa crack desde os sete anos,
Quando fugiu de casa,
Para viver na rua.
Com apenas doze anos, ele já não tem perspectiva de futuro.
Perguntado sobre o que queria ser na vida, ele responde:
“Nada. Se um dia eu parar de fumar, eu penso nisso.
Hoje quero é fumar!”.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
A LEI DO SISTEMA DOMINANTE
(Rodrigues Bomfim)
A felicidade e a paz não são construídas pelas riquezas materiais
E pelas parafernálias que nossa civilização
Materialista e pobre nos apresenta.
No ser humano ela vê apenas o produtor e o consumidor.
O resto não lhe interessa.
Por isso temos tantos ricos desesperados,
Jovens de famílias abastadas se suicidando
Por não verem mais sentido na superabundância.
A lei do sistema dominante é:
Quem não tem, quer ter,
Que tem, quer ter mais,
Quem tem mais diz - nunca é suficiente.
Esquecemos que o que nos traz felicidade
É o relacionamento humano.
A amizade,
O amor,
A generosidade,
A compaixão e o respeito
Realidades que valem,
Mas não têm preço.
O dramático está em que esta civilização
Humanamente pobre
Está acabando com o Planeta no afã de ganhar mais
Quando o esforço seria o de
Viver em harmonia com a natureza
E com os demais seres humanos.
A felicidade e a paz não são construídas pelas riquezas materiais
E pelas parafernálias que nossa civilização
Materialista e pobre nos apresenta.
No ser humano ela vê apenas o produtor e o consumidor.
O resto não lhe interessa.
Por isso temos tantos ricos desesperados,
Jovens de famílias abastadas se suicidando
Por não verem mais sentido na superabundância.
A lei do sistema dominante é:
Quem não tem, quer ter,
Que tem, quer ter mais,
Quem tem mais diz - nunca é suficiente.
Esquecemos que o que nos traz felicidade
É o relacionamento humano.
A amizade,
O amor,
A generosidade,
A compaixão e o respeito
Realidades que valem,
Mas não têm preço.
O dramático está em que esta civilização
Humanamente pobre
Está acabando com o Planeta no afã de ganhar mais
Quando o esforço seria o de
Viver em harmonia com a natureza
E com os demais seres humanos.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
O VIDENTE
(Rodrigues Bomfim)
Tem algo de maquiavélico dentro de você
Que só de imaginar me dá calafrios
Faz-me tremer e querer fugir para o outro lado da rua
E só quando você começa cinicamente a chorar cabisbaixo
É que as portas da percepção se abrem então eu posso ver claramente
O que realmente há de ruim ardendo dentro do seu íntimo
Tu és um ônibus lotado de demasiadas hipocrisias!
Lotado de inomináveis rancores incuráveis!
Arrotando satânicas mentiras, cometendo sórdidas atitudes!
Arrepio-me todo e murmuro, te esconjurando dia e noite
Ó besta errante cheia de problemas materialistas!
Mas eu também, outrora já vivi assim, ateu inconseqüente!
Hoje sou uma nova luz perceptível fosforescente
Não causo mais mal algum e faço a minha própria lei
Não sou mais absolutamente artificial, alienado e falsificado
Agora vago lúcido recitando sempre uma prece nunca ouvida antes
Mesmo perscrutando por aí os passos dessas gentes de falsos raciocínios
Seres defeituosos sofrendo febrilmente da síndrome de Peter Pan
O teu futuro incerto será sempre o mesmo que tu vives agora
Não haverás nenhuma viçosa novidade e comeras sempre da mesma maça
Eu pressinto que tu permanecerás sempre vivendo acomodado
Empacado nessa sua rotina agourenta indo e vindo com a mente amorfa
Com os mesmos defeitos dos teus fieis genitores,
Estampado nessa tua personalidade enferrujada
Há não ser que tu te partas ao meio e expurgue algumas das
Tuas mais insanas atitudes ou nasça dentro de ti
Outra meta de vida, nova e abundante de fé espiritual
Nas entranhas da tua insegura alma
Então a saída é se talvez,
Abandonares todos os dogmas que tu sempre veneraste!
Claro que toda mudança, toda novidade
Lhe provocará sentimentos de insegurança
Isso porque tu sempre foste condicionado a acreditar
Que sabe muito bem quanto é longe o teu lugar
E que nem por terra nem por água encontraras o caminho
Para o teu espírito se libertar dos teus muitos apegos
E deixar de fazer dessa terra descuida um vale de lagrimas.
Tem algo de maquiavélico dentro de você
Que só de imaginar me dá calafrios
Faz-me tremer e querer fugir para o outro lado da rua
E só quando você começa cinicamente a chorar cabisbaixo
É que as portas da percepção se abrem então eu posso ver claramente
O que realmente há de ruim ardendo dentro do seu íntimo
Tu és um ônibus lotado de demasiadas hipocrisias!
Lotado de inomináveis rancores incuráveis!
Arrotando satânicas mentiras, cometendo sórdidas atitudes!
Arrepio-me todo e murmuro, te esconjurando dia e noite
Ó besta errante cheia de problemas materialistas!
Mas eu também, outrora já vivi assim, ateu inconseqüente!
Hoje sou uma nova luz perceptível fosforescente
Não causo mais mal algum e faço a minha própria lei
Não sou mais absolutamente artificial, alienado e falsificado
Agora vago lúcido recitando sempre uma prece nunca ouvida antes
Mesmo perscrutando por aí os passos dessas gentes de falsos raciocínios
Seres defeituosos sofrendo febrilmente da síndrome de Peter Pan
O teu futuro incerto será sempre o mesmo que tu vives agora
Não haverás nenhuma viçosa novidade e comeras sempre da mesma maça
Eu pressinto que tu permanecerás sempre vivendo acomodado
Empacado nessa sua rotina agourenta indo e vindo com a mente amorfa
Com os mesmos defeitos dos teus fieis genitores,
Estampado nessa tua personalidade enferrujada
Há não ser que tu te partas ao meio e expurgue algumas das
Tuas mais insanas atitudes ou nasça dentro de ti
Outra meta de vida, nova e abundante de fé espiritual
Nas entranhas da tua insegura alma
Então a saída é se talvez,
Abandonares todos os dogmas que tu sempre veneraste!
Claro que toda mudança, toda novidade
Lhe provocará sentimentos de insegurança
Isso porque tu sempre foste condicionado a acreditar
Que sabe muito bem quanto é longe o teu lugar
E que nem por terra nem por água encontraras o caminho
Para o teu espírito se libertar dos teus muitos apegos
E deixar de fazer dessa terra descuida um vale de lagrimas.
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