(Rodrigues Bomfim)
De noite vai tudo bem pelo menos para mim
Ela acerta o meu endereço...
Mas como sempre aparece atormentada e bêbada
Forçando maliciosos sorrisos com odor de álcool
Tremendo os olhos entorpecidos próximo da minha cara de bobo
Amamos selvagemente, mas ao raiar do dia tudo vai mal.
Ela se esquece de mim
Fala sozinha lamenta por ser tão azarada e solitária
Com ânsias de vômitos e tosses intermitentes
E a cara desarrumada enfiada entre as fortes coxas trigueiras
Ela nem sempre foi assim.
Se entregando á todos os vícios e dando pra todo mundo
Sofrendo até ficar descordada com a cabeça enfiada no travesseiro
Essas mudanças radicais aconteceram há cinco anos atrás
Quando numa noite de intensas trovoadas Ela foi abandonada ao deus dará
Traída e surrada pelo seu homem que fugira com sua irmã caçula.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
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